Certo dia sonhei que a cidade onde moro tinha um aspecto florido como em qualquer outro lugar num país distante, provido de pessoas gentis e uma atmosfera um pouco mais elevada do que imaginara.
Certa vez em um dos meus sonhos vi uma Porto Alegre mais decente, menos violenta, mais humana com a dignidade respeitada e cheia de vitalidade.
Um lugar em que o pensamento, história e a alegria perdurava por entre as calçadas...
Monumentos em homenagem ao Thompson Flores, ao Tiradentes (.:.), ao maestro Touguinha, Leonel Brizola e quem sabe até ao Vitor Mateus Teixeira, para não dizer que a tradição também faz reféns ( Particularmente acredito que Porto Alegre bem que poderia ter até uma estátua perto do mercado em homenagem à Leonid Brejnev ).
Durante um tempo a construção deste lugar teve uma plenitude mais generosa e muito mais artística sob a visão arquitetônica da tal modernidade.
Eis que então surge dos céus um gigantesco monstro, sob uma nuvem passageira, um vento negro e maldito que varreu toda a cidadania, que acabou com o chão, com a cultura, com a dignidade e a humanidade que restara por entre os prédios e ruas esburacadas.
No meio da lama, no ápice da destruição Porto Alegre tornou-se uma filial de berlim, no pós-guerra, na miséria, na mais ampla mediocridade que se possa imaginar.
Este monstro fez a mesma coisa que Hernán Cortés, com o povo asteca, cantando músicas, celebrando fotos em revistas sociais e predando tudo em nome de uma "Porto Alegre é Demais".
No aniversário desta cidade, na parada de ônibus vi uma cena de total selvageria: Pessoas degladiando-se para pegar um lugar no ônibus, algumas gritando, outras dependurando-se sobre as outras como num trem em direção à sobibor.
Infelizmente manifesto o meu luto pela morte desta cidade que hoje está suja, lotada de camelôs, puteiros, sujeira, urina e fezes pelos cantos dos prédios que em um dia qualquer no passado foram testemunhas dos tempos alegres e prósperos da chegada açoriana no Rio Grande do Sul.
Porto Alegre, não és mais tão alegre, pois as lágrimas que o Guaíba (poluído é claro) chora são pela saudade dos tempos onde a educação e a poesia eram corriqueiros por entre os paralelepípedos que enfeitavam as calçadas limpas e românticas.
Parabéns aos amigos jornalistas que na passagem dos 65 anos do sindicato laurearam o grande radialista da legalidade, sr. Lauro Hagemann.
Uma menção honrosa e importante ao defensor das ideias do dr. Brizola.
Um fraterno abraço aos amigos jornalistas que trabalham firme nesta profissão tão admirada por mim.
Também um especial abraço aos jornalistas de fato: profissionais com formação superior que estão sempre lutando pela dignidade da classe.
Diga não aos provisionados!.
Ladrões roubam computador com roteiro de filme de Coppola
Por Roberto Moreno*
O cineasta Francis Ford Coppola ficou furioso com o roubo de um computador de sua casa na Argentina. O disco rígido da máquina guardava, segundo ele, quinze anos de trabalho, além do roteiro de seu próximo filme, "Tetro", que deve ser rodado em Buenos Aires. Agora, o diretor recorre à imprensa para apelar aos ladrões que devolvam, pelo menos, o HD.
Faltou cuidado ao mestre das telas, que não fez backup dos dados (ou melhor - fez, mas deixou na própria máquina). Afinal, um computador pode ser roubado, pode pegar fogo ou simplesmente dar pau.
E faltou, talvez, informação. Se conhecesse serviços de armazenamento online, poderia ter deixado o roteiro num disco virtual e ter acesso a ele de qualquer lugar do mundo. Um roteiro de duas horas digitado em um processador de textos comum deve ocupar, no máximo, no máximo, 5 MB de espaço. Qualquer webmail tem isso.
Além de mandar os textos para ele mesmo por e-mail, Coppola poderia ter feito cópias em serviços específicos para armazenamento, como o eSnips. Ali, cada conta gratuita permite que se guarde até 5 GB de dados, provavelmente espaço suficiente para mais de quinze anos de trabalho em formato texto.
Meus roteiros de teatro, muito menos valiosos do que os de Coppola, estão lá. Alguns em pastas públicas, outros em pastas protegidas por senha. E também estão na caixa postal do webmail, num processador de textos online e num pendrive. Se tudo isso der pau ao mesmo tempo, só me restará desistir da carreira.
*Roberto Moreno é editor-assistente do BOL e está se lançando como autor teatral. Suas duas primeiras peças estréiam em outubro, em São Paulo.
Desde que adquiri os serviços da virtua, dos generais russos, nunca imaginei que passaria pelos campos da Sibéria, pelas prisões e limitações de comida (banda de navegação) e tantos e tantos chamados às centrais telefônicas.
Foram mais de 40 chamados e sempre tive um atendimento ruim e até sem uma qualificação cabível à função de uma operadora de porte como é a virtua.
Na propaganda aparece o general dançando, fazendo peripécias, aproveitando a internet maravilhosa para convencer de que lá tudo são flores.
Pois bem. Hoje revoltei-me. Mas é uma revolta mínima, sem resultados, afinal para eles eu sou mais um dos tantos escravos das mineradoras de diamante que apenas pagam e muito pelos serviços.
Ao acessar a página para uma reclamação por e-mail, verifiquei que existe uma "advogada do consumidor" assim como o ex-vereador bernardino ou celso russomano para fazer um marketing em prol do cliente.
Eu poderia muito bem debochar desta tal advogada, mas de nada iria adiantar, afinal na Rússia qualquer rebelião é resolvida na forca ou colocando o sujeito com cada membro do corpo amarrado em um cavalo e disparada uma arma.
Eis aqui o e-mail:
Prezados Senhores:
Gostaria muito de fazer um pedido, já que reclamação de nada adianta. Sou usuário de banda larga há mais de 4 anos, sendo 3 anos por operadora telefônica (adsl). Ao contratar o serviço da vírtua, acreditei estar escolhendo a melhor opção para a minha necessidade, afinal sou profissional de T.I. (tecnologia da informação) e dependo da banda larga para executar os meus processos. Desde a contratação do serviço vírtua a minha condição está lamentável, hora conecta, hora não conecta. Desde o início do meu contrato tenho mais de 40 ligações telefônicas para a central reclamando do serviço, porém a instabilidade continua. Existem casos onde nem os chamados são atendidos. No mês passado solicitei o cancelamento do netphone, afinal o serviço está péssimo e a atendente prorrogou minha franquia por três meses(protocolo xxxxxxx) e desde o dia 02/8/2007 nunca mais tive netphone. Abri chamados que não foram atendidos, recebi ligações da embratel prometendo o atendimento, porem foi apenas conversa, sem nenhum tipo de resultado. O meu maior problema é que no meio de tantos chamados o cable fica estável por um tempo e depois de alguns dias ele cai. O meu último chamado foi xxxxxxxxxx e novamente não fui atendido. Perdi uma manhã inteira aguardando o atendimento, liguei para a central e nada resolvido. Se eu tiver sorte de alguém sério ler o meu pedido e tomar as providências, mas neste caso contarei com a sorte, já que as reclamações são em vão. Talvez a única eficiência da net é quando mensalmente é debitado da minha conta bancária os valores do serviço (que hora funciona e hora não funciona) Mais uma vez agradeço a atenção ao pedido, já que este é o meu último recurso para tentar atenuar este problema.